domingo, 26 de janeiro de 2014

RELEMBRANDO O PASSADO



Juntei todas as coisas que não iria usar mais, e coloquei em caixas que iria para doação. Fiz tudo em um dia só e ao chegar na instituição fui atendida por uma moça que não me aparentava ser estranha.

- Posso ajudar ? - perguntou para mim. 
- Vim trazer umas caixas para doação.
- Sim ! Onde estão ?
- No meu carro. Tem muitas – a moça me ajudou com as caixas.

A moça que não me era estranha, não trabalhava por ali. Ela era simplesmente uma modelo voluntária, que iria desfilar á noite em nome da instituição. Era muito prestativa e simpática.

- Você não é a mãe do filho do Luan Santana ? - me perguntou curiosa. 
- Sou sim ! 
- Vocês ainda estão juntos ? – foi uma pergunta tão pessoal, olhei bem para a moça e a reconheci.
- Estamos sim e vamos nos casar em alguns dias – respondi sorrindo. – Você se chama Júlia, não é  ?
- Sim, me chamo sim. Como sabe ?
- Ah ! Eu sei de algumas coisinhas sobre o Luan - assinei o papel e lhe entreguei - Aqui está, já assinei o papel e muito obrigada, Júlia. Foi um prazer conhecê-la.
- Prazer foi todo meu. Felicidades para vocês.
- Obrigada !


Voltei para o condomínio e por lá estava o Luan com o Vitor na graminha da casa do seus pais, avós do meu filho, os dois brincavam e sorriam alegremente e eu ama vê-los juntinhos e esbanjando tanta alegria. Meu coração ficava palpitando de felicidade.

- Oi, amor - Luan me olhou e selou os meus lábios.
- Oi, lindinho. Acabei de ver sua ex-namoradinha. Muito bonita de verdade. Agora eu entendi o porquê de tantas loiras depois que acabou com ela - disse em um tom de brincadeira, mas eu não deveria ter falado aqui, a gente evitava tocar no passado.

Fui para o quarto e tomei um banho, coloquei uma roupa levinha ao sair do banheiro,ali fazia bastante calor. Voltei para a grama onde o Luan continuava brincando com o Vitor. O Luan me olhou por alguns instantes e depois soltou a sua dúvida.

- Não entendi quando chegou aqui falando que sabia porque eu pegava tantas loiras - ele parou de jogar e foi se aproximando de mim chutando a bola. Vitor, já estava ao meu lado sentado.
- Reflita e você irá entender.
- Você está dizendo que eu ficava com essas loiras só para relembrar a Júlia ? - me perguntou colocando a mão na cintura e depois passando a mão por seu cabelo suado.
- Vai saber, Luan. Você gosta tanto de loiras.
- Uai, se eu gostasse tanto de loiras não estaria com você. Sem cabimento o que você está falando. Relembrando uma coisa do passado e agora colocando uma questão de cor de cabelo. Isso não me interessa, Bárbara.
- Não estou falando de cor de cabelo, eu estou falando da sua ex - Luan me olhou franzindo o cenho.
- E porque vai falar dela ? Ela te falou alguma coisa ? Fez alguma coisa ?
- Não ! Só estou comentando.
- Um comentário sem lógica, não é ? - ele me olhou enquanto colocava a mão na cintura novamente.
- Se você ver ela o seu coração ainda vai bater forte ?
- Ah, para ! - Luan me deu as costas e saiu chutando a bola.
- VOCÊ GOSTA ! - ele olhou para mim, tinha um olhar sério.
- Cara, eu amo ela. Tenho um filho com ela, escondido, nunca contei isso pra ninguém. E vou me casar com ela semana que vem logo após o nosso casamento. Meu Deus ! O que deu em você hein ?
- Tá bom, Luan - falei impaciente.
- Eu quem digo, tá bom pra você. Chega aqui e começa a falar do nada dessa menina. Você quer formar uma discussão entre a gente é isso ?
- Me desculpa ! - abaixei a cabeça e mexi em minhas mãos.
- Tudo bem !  - sentou ao meu lado e me deu um beijo no rosto - Vou deixar passar !

Para esquecer o que eu tinha causado entre nós, chamei os dois para a cozinha e preparei um lanche especial. Os seus pais e a Bruna não estavam e por isso aproveitamos aquela cozinha enorme.






{...}

Estávamos deitados depois de tanto brincar com o Vitor e ele dormir. E de repente o Luan soltou algo que falaríamos em nosso casamento e o que ficaria marcado.

- Essa agora será a nossa frase - me mostrou no celular - Te amo firme, fiel e verdadeiramente.
- Que lindo, amor ! - passei minha mão em seu peito, passando pelo o rosto também, selei os seus lábios e o olhei nos olhos - Eu também te amo firme, fiel e verdadeiramente.
- Amor ! - selou os meus lábios. - Eu quero conhecer aquela sua amiga que tanto te ajudou em São Paulo. Ela vem para o nosso casamento não é ?
- Eu também quero que você a conheça. Mas eu acho que você já viu ela e não se lembra.
- Onde que eu vi ela ? - me perguntou tentando lembrar.
- Na audiência quando foi decidir a guarda do Vitor.
- Ah ! Não estou lembrando, aquele dia aconteceu tantas coisas - ele riu e selou novamente os meus lábios. - Mas falando no Vitor e nesse assunto de guarda. Eu queria mudar, ou melhor dizendo, eu quero resolver uma coisa que eu não deveria ter feito.
- O que ?
- Quero que a guarda seja sua.
- Compartilhada, de nós dois.
- Como quiser, eu só quero resolver a besteira que eu fiz.
- Eu te amo tanto, meu amor - sussurrei próximo ao seu ouvido, seguido de uma leve mordida na orelha.
- Eu também te amo, minha princesa - nos olhamos e ele então finalizou a nossa conversa, com um beijo longo e cheio de amor.



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

VAI TER DESPEDIDA DE SOLTEIRO ?


Segunda-feira, primeiro dia da semana do nosso casamento. Combinamos de tirar umas fotos, eu e o Luan. Fomos para o local o qual ele tinha feito as fotos do  seu CD ‘Quando chega a noite’. Foi bem divertido a sessão  para o casamento e as fotos ficaram lindas, algumas sensuais, outras mais formais. O cenário natural fazia com que as fotos ficassem ainda mais bonitas.


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Acordei um pouco assutado, tive um pesadelo horrível. Olhei para a minha janela e vi que ainda estava escuro, sentei na cama e senti um nó na garganta, uma vontade maluca de chorar. Ao abaixar a cabeça não consegui conter as minhas lágrimas, aproveitei que estava só e desabei.

- Amor, acordou - Bárbara entrou no quarto e veio até mim. - Uai, está chorando ?
- Não ! - tentei esconder o meu rosto.
- Está chorando sim, Luan. O que houve ? - ela sentou-se ao meu lado, mas levantei e segui para o banheiro, joguei um pouco de água no rosto, ao olhar para o espelho tomei um susto com a Bárbara ao meu lado, porém, não perguntou nada. Ia saindo do banheiro, mas ela puxou o meu braço e me abraçou forte.
- Você sabe que pode contar comigo para tudo.
- Eu sei, meu amor. Obrigado !
- Não quer mesmo me contar o que aconteceu ? - perguntou preocupada.
- Já passou !
- Não gosto de te ver assim, meu amor. Todo tristinho. É sobre o casamento ?
- Não, minha princesa - respirei fundo ainda em seu abraço - Estou ansioso para o nosso casamento. Não foi nada demais, esqueceu que me viu chorar, certo ? - sorri, segurando o seu rosto.
- Certeza que não foi nada demais ? - beijou o meu rosto.
- Tenho ! - selei os seus lábios.
- Vamos descer ? A janta já está saindo.
- Já desço !
- Vou indo na frente, certo ? Qualquer coisa me chama.
- Tudo bem, vai lá amor.
Ela saiu do quarto e eu aproveitei para tomar um banho gelado e esquecer o que eu tinha sonhado.



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Já fiz tantas loucuras quando era adolescente. Já sai de casa sem avisar aos meus pais e eles ficaram malucos me procurando, já tinha colocando piercing escondido deles e dessa vez a minha maior loucura e prova de amor para os dois homens da minha vida, era uma tatuagem. Fiz uma tatuagem na nunca com o nome do Vitor Rafael e no pulso o nome Luan Rafael, era algo que eu queria levar para sempre.

Assim que fiz coloquei um casaco por cima para que ninguém visse, tudo era uma surpresa para eles. Mesmo fazendo um calor de matar fiquei com o casaco e cabelo solto. Ao chegar na casa dos pais do Luan, eles não paravam de me olhar, estranhando alguma coisa.

- Doente, Bárbara ? - perguntou o Amarildo.
- (risos) Não ! Vou subir, cadê o Luan ?
 - Saiu com o Vitor.
- Ele disse para onde ia ?
- Foi no apartamento com o Wellington.
- Ah sim ! Obrigada. Vou no quarto rapidinho.

Fui ao banheiro e tomei um banho relaxante e demorado. Sai do quarto e fui procurar uma roupa para vestir. Esqueci de soltar o meu cabelo e enquanto eu estava procurando uma peça íntima para vestir, a porta do quarto se abriu devagar e eu não me dei conta.

- O que é isso, Bárbara ? - perguntou o Luan me causando um susto, passou a mão sobre a minha nunca e ficou surpreso - Amor ! Você fez uma tatto mesmo ?
- (risos) Ah, poxa ! Era uma surpresa. Eu fiz essa na nuca e essa aqui também - mostrei o meu pulso.
- Cara, que massa. Doeu ? Chorou ? - perguntou rindo.
- Doeu um pouquinho e eu não chorei.
- Olha filho o que a mamãe fez - Luan mostrou para o filho.
- Vocês além de ficarem marcados em minha vida aqui - coloquei a mão do lado esquerdo do meu peito - Agora estão marcados na minha pele. Eu amo muito vocês, meus homens - sorri e abracei os dois com todo o amor que eu tinha por eles.
- Nós também te amamos, meu amor - Luan falou beijando o meu rosto.
- É mamãe, a gente te ama.
- Eu sei que sim - rimos.
- Semana que vem é o nosso casamento - disse Luan com um sorriso gigante.
- Sim ! Já está me dando nervoso - falei balançando as mãos.
- E semana que vem é a minha despedida de solteiro - ele se jogou na cama.
- Você está mais ansioso pra isso, Luan Rafael ? - joguei uma almofada nele.
- (risos) Claro que não, meu amor. Eu só comentei, nada demais - falou levantando as mãos para cima
- Não está parecendo que foi só um comentário, seu palhaço. Ficou parecendo que você realmente está ansioso para a sua despedida de solteiro. Estou de olhou viu mocinho ? - apontei para ele com os meus dedos.
- Eita ! E-eu ...
- Nem conseguiu se explicar, Luan - falei voltando para o closet. - Filho, não aprenda essas coisas com o seu pai, certo ? Quando casar vai pensar no casamento e não na despedida de solteiro.
 - O que eu vou falar ? - Luan começou a rir sem parar.
- Você pode ficar tranquila para sua despedida de solteiro. Eu vou também vou ter uma - disse mandando beijos para ele e pisando o olho.
- Ah, vai !
- Porque só você pode ter uma despedida de solteiro ? - perguntei indignada.
- Geralmente quem faz são os homens.
 - Quem disse que mulher não faz ? Você não sabe de nada !
- A minha não faz - gargalhei ao ouvir aquilo.
- Irei ser sua mulher quando estivermos casados - provoquei.
- Você já é a minha mulher desde o momento que começamos a namorar.
- Certo ! - disse rindo e colocando uma roupa.

Vitor olhava de mim para o Luan e sorria disfarçadamente. Quando a nossa conversa teve um fim, Luan respirou fundo e saiu do quarto sem falar nada apenas batendo a porta. Peguei o Vitor e sai á procura do seu pai que estava na sala pensativo e conversando com alguém por mensagem. Com certeza estava chateado por saber que agora a sua mulher iria em uma despedida de solteiro.

- Luan, você não está chateado comigo, né ? - perguntei sentando ao seu lado.
- Não ! - me respondeu da forma mais seca possível.
- Fiquei sabendo antes de ontem que eu também vou ter uma despedida de solteiro. Mas óbvio será diferente da sua, pois eu sei que os homens aproveitam essa situação.
- Iria me contar quando ? Depois que acontecesse ? - me olhou sério.
- Talvez ! - falei rindo.
- Não tem graça, Bárbara.
- Luan, pelo amor de Deus. Você não quer que eu tenha uma despedida de solteiro.
- Não é problema meu. Faz o que você quiser.
- Se eu fizer o que eu quiser, eu vou ter que ver essa sua cara emburrada no dia do casamento ?
- Cara emburrada ? Eu estou normal. Começando o meu jogo aqui - mostrou-me um jogo em seu celular - Agora você está falando no meu ouvido um monte de besteira. Deixa eu me concentrar.
O olhei indignada e joguei uma almofada na cara dele.
- Doido !
- Sou o doido que você gosta - piscou para mim.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

JANTAR ENTRE AMIGOS

- Eu sou ciumento mesmo, amor.
- Estou vendo – selei os seus lábios. Luan foi assistir televisão e eu fui escrever qualquer besteira. Pior, o que eu tinha escrito, tinha ficado ótimo.
- Posso ler ?
- Claro, fica a vontade.

- Toda mulher gosta de ser tratada como única. Gosta de mensagens no meio da noite, ligações inesperadas, palavras bobas. Gosta de perguntas como ‘O que você está pensando ?’ e quando a desafiam. Toda mulher gosta de receber flores, nem que seja só uma roubada do jardim do vizinho, gosta de surpresas, filmes românticos e comida na boca.
Toda mulher gosta de um mimo quando está doente, um beijo na testa após isso, um beijo na boca, um abraço apertado e um carinho na nuca. – Luan lia em voz alta.

- Já pensou em fazer um livro ? – me perguntou.
- Um livro ?
 - Sim ! Sobre essas coisas que você gosta de falar, de escrever.
- Já pensei em escrever um livro sim, pra falar da minha vida, de tudo o que eu conquistei profissionalmente e pessoalmente vamos dizer assim – ri.
- Porque não começa a escrever então  ?
- Só quando eu começar a trabalhar novamente.
- Se quiser eu posso investir nisso.
- Conversaremos sobre isso mais tarde. Depois que passar o nosso casamento.
- Tudo bem, como quiser.

{...}

Combinamos com todos os nossos amigos e parentes, um jantar em um restaurante, fazia tempo que não fazíamos isso. Nos arrumamos pela noite.Luan estava lindo como sempre, usava uma calça jeans clara, blusa xadrez azul e tênis. Eu usava um vestido vermelho com mangas de ‘princesa’, salto alto preto, fiz um coque e deixei apenas a franja. Simples o meu penteado.

- Babi ! Você é alta e quando usa esses salto eu fico um anão perto de você.
- Que chato você, Luan.
- É só uma opinião.
No caminho até o restaurante o  Luan estava bem calado:
- Fico chateado por eu ter optado usar esse salto ?
- Não estou chateado.
- Certeza ?

- Sim ! – voltou ao silêncio até pararmos em um sinal. – Vou ter uma despedida de solteiro.
Colocou a mão sobre as minhas e depois tampou o rosto. Fiquei apenas lhe olhando, ele se assustou por aquilo. – Não vai dizer nada ?
- Você faz o que quiser.
- Milagre ! Obrigado viu, amor ?
- Por nada – quando chegamos ao restaurante, ele me parou antes de entrarmos.
- Aprontando o que ?
- Uai, nada – sorri.
- Quero só ver mesmo.

O jantar foi maravilhoso com todos os nossos amigos e parentes presentes, conversa vai e conversa vem e nem vimos a hora passar, alguns amigos foram embora e ficaram alguns parentes. Luan, ficou louco com uma filmadora que o Max tinha levado e começou a filmar todos que estavam na mesa.

- Max companheiro ! Pensando em te colocar como o padrinho do meu casório, O que você acha, rapaz ? – Luan dizia rindo.
- Mas já tinha escolhido o padrinho ?
- O Anderson não vai poder ir, tem que ir até Nova York, resolver os negócios pendentes que ficaram de shows e ainda mais o cenário novo da turnê.
- Beleza, companheiro. Eu topo demais !
- Agora a Bárbara – ele me filmou, levantei e fui para o espelho arrumar o cabelo e percebi que o piercing que tinha colocado, marcava.
- Não, Luan !
- Vou filmar seu corpo inteiro, certo amor ? – fiquei de costa pra ele, arrumei um pouco a minha roupa para não  marcar mais o piercing.
- O piercing – disse a Bianca.
- Para, Bianca. Não gosto que fale.
- O piercyzinho, cadê o piercing amor ? Só eu posso ver – ele ria. – Cadê o Juju ?
- Eu sabia que você ia falar isso, Luan. Você não tem o que dizer, para com isso, começa a filmar o seu corpo, talvez faça mais sucesso - disse Bianca. 

PRIMOS DO NORDESTE

Já estou nervosa gente ! Mas vai dar tudo certo – postei em meu twitter.

Luan encerrou seus shows e agora se preparava para o casamento. Os nossos padrinhos de casamento seria, Anderson e Dagmar, a mãe da Ana Clara, Larissa, e o seu marido. Meu noivo  soube que eu tinha feito uma música, quando tinha chegado de São Paulo e ainda dormia no apartamento da Bianca, em um dia qualquer, ele resolveu então, me escutar cantar aquela música. Ele quis acompanhar.

- 6 horas da manhã, vi despertar o sol, sozinha nesse quarto,lágrimas no meu lençol.
 Lembranças vem e vão, me aquecem sem querer,
são a minha herança o que restou de você.
Me olho no espelho, meu cabelo e os meus olhos trazem você pra mim, 
e eu não quero mais viver assim, vou esperar você chegar e te dizer, 
o que não dá pra esconder.
Vai senta aqui do meu lado, me deixa te olhar 
e sentir o seu cheiro, pra me renovar.
Fale do que você quiser eu quero ouvir sua voz, fale do mundo, 
dos seus planos, me fale de nós. 
Senta aqui do meu lado, leve essa herança que ficou em mim, 
não quero esperança. Nesse último pedido eu quero só te abraçar,
dez minutos já me bastam, eu vou me conformar.

- Ficou linda, amor.
- Também gostei ...

Naquela noite tive um pesadelo, com todos da minha família e outras coisas que ainda não me lembro. Me sentei na cama e chorei sem parar.

 - Meu amor, o que foi ? – perguntou o Luan. – Bárbara, fala comigo. O que aconteceu ? Está sentindo alguma coisa, meu amor ?
Olhei para o Luan e lhe abracei forte.
- Vai me dizer o que aconteceu ? – respirei fundo. Não iria falar do pesadelo.
- Será que o meu pai vai vim pro casamento ?
- Se preocupando com ele, Babi ?
- É o meu pai, Luan.
- Eu sei Bárbara. Mas seria melhor se ele não aparecesse, sempre te negou, não apoia o nosso relacionamento. Não quis entrar com você na igreja. Enfim ! Esquece isso, amor.

No dia seguinte, acordei e não encontrei o Luan. Tinha deixado um bilhete,avisando que era o dia de comprar as alianças, olhei para  a minha mão e não encontrei a minha aliança de noivado, respirei fundo e sorri, ao lembrar
que em breve já estaríamos casados.


{...}

- Quanto tempo ! Como vocês cresceram – falava com os meus primos do nordeste, que tinha chegado na semana do meu casamento e aproveitaram para me visitar na casa dos pais do Luan, ver o Vitor e falar com o meu futuro marido também. 

Emanuel, tinha 21 anos eu o adorava, sempre me tratou muito bem, sempre tinha os melhores conselhos, era sobrinho do meu pai.  Os outros chamavam, Isabela e Iverton.

- Como você está linda. Tem certeza que você pariu ? – perguntou o Pedro.
- Tenho certeza sim – ri. – Está lá em cima com o pai.
- Realmente não parece que você teve um filho, seu corpo está lindo – Emanuel falava.

Emanuel, sempre foi de me abraçar, de pegar em minha mão e eu abracei ele de lado e caminhamos até umas cadeiras que tinha no jardim. Eu ainda não tinha apresentado nenhum deles para o Luan e também nem comentado, esqueci desse detalhe. Eles não ficaram muito tempo no condomínio, logo estavam se despedindo de mim, ainda chamei o Luan para falar com ele, mas disse que estava ocupado, eles então decidiram ver o noivo na hora do casamento.
Fui até o quarto e encontrei o Luan um pouco sério, assistindo TV.

- Luan, meu amor.
- Fala – ele nem se quer me olhou.
- O que foi, meu gatinho ? – perguntei me aproximando dele.
- Nada !
- Eu conheço essa carinha e quando você começa a falar assim, poucas palavras eu já sei que aconteceu alguma coisa, vai me contar ?
- Você vai me contar também quem é aquele rapaz que estava agarrado com você aqui em minha casa ? Achei um absurdo, na minha casa.
- Desculpa, amor  ! Eu iria te contar, mas sempre esquecia, aqueles são os meus primos, o Emanuel que estava o tempo todo me abraçando, o Iverton e a Isabella. Eles vão para o nosso casamento. Me desculpa por não ter te contado.
- Primo, aquele carinha ?
- Sim – alisei seu rosto e comecei a rir. – Ciumentinho !


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

OCORRENDO TUDO BEM

O nosso apartamento já estava decorado, tudo estava tão lindo. Um banheiro espaçoso, uma sala que tinha pintura de mandeira, uma TV embutida na parede, piso de madeira. O quarto do Vitor Rafael, bem lindo, com prateleiras cheias de brinquedos, seus carrinhos, seus bonecos. E tantas outras coisas. A cozinha impressionava, tudo estava tão lindo e tão bem. Marizete, me ajudou a fazer algumas arrumações.

- Eu gosto do desenho da logo do Luan que tem na casa de vocês. Poderia ter um aqui também, não é ? – dizia, apontando para a parede da sala.
- Meu filho já vai sair de casa ? É isso mesmo ? Não acredito – Marizete dizia emocionada. Sentou-se, colocou a mão no rosto e chorou.
- A senhora não precisa ficar assim, ele vai ficar indo na casa de vocês, sempre. Não quero que ele se afaste da senhora, do Amarildo, da Bruna, eu não quero que ele se afaste e ele também não quer se afastar de vocês. É só uma fase, a senhora sabe disso.
E também o Luan vai adorar ver a senhora aqui quando chegar de viagem, vai adorar as visitas que vocês irão fazer. E nós não vamos deixar de frequentar a sua casa.

- Eu estou com o coração apertado porque ele vai sair de casa, porque eu sou mãe. Você vai entender quando o seu filho crescer. Mas eu estou feliz, muito feliz por ele ter encontrado uma pessoa tão  maravilhosa, pra dividir um lar. Obrigada por cuidar tão bem do meu filho, obrigada mesmo.
- Eu quem agradeço a senhora, por ter educado tão bem o seu filho. Ele está repassando o que aprendeu com a senhora e com o seu marido, para o nosso filho agora. E eu tenho muito que agradecer a senhora, pelo os conselhos, pelo os puxões de orelha e também por nunca ter me abandonado.
- Não me faz chorar mais ainda, menina – rimos. – Já dei sim, puxões de orelha em você, no Luan principalmente, porque ele é desligadinho e cabeça dura também.
- Mas enfim, mãe é assim mesmo. Fico imaginando quando o meu pequenininho estiver na sua adolescência, vou ter um pouquinho de dor de cabeça.

Conversamos mais um pouco e fomos terminar de arrumar as outras coisas.

- Bárbara, o casamento está chegando. Falta apenas seis semanas. Nervosa ?
- Está começando a me dá um friozinho na barriga. E ainda nem vi o vestido de noiva ainda. Que nervoso deu agora – ri.
- O Luan ainda não viu o terno. Já resolveram igreja, buffer, decoração, recepção. E o vestido e terno ainda não viram ?
- Tenho medo de provar o vestido, deixar tudo certinho e no dia não entrar.
- Vai com a Bruna a noite para a academia.
- Vou sim ! Estou me relaxando demais. Só vou malhar quando o Luan está por aqui, e ele só volta amanhã. Já sei !
- O que ?
- Vou começar a caminhar de novo, depois eu faço um exercício pequeno, pra poder controlar o meu peso. Estou ficando gordinha.
- Não está gordinha, mas se você quer ficar bem no vestido, é bom sim fazer exercício, além do mais é bom para a saúde.

Terminamos de arrumar tudo, fui com a Marizete para sua casa, o Vitor estava com o seu avô brincando de um joguinho em cima do tapete na sala. Bruna estava na cozinha e escutava música, ao mesmo tempo cozinhava, aquela menina era boa na cozinha.
A noite, banhei o Vitor e o coloquei para dormir e cai na cama feito pedra, estava bem casada, aquele dia tinha sido bem puxado. As horas passaram rápido demais. Acordei sentindo beijos no rosto e até pensei que poderia ser o meu filho, mas ao abrir os olhos encontrei o homem da minha vida ali na minha frente, Luan estava sentadinho ao meu lado da cama e sorria para mim.

- Bom dia, meu amor – ele dizia.
- Bom dia ! Você não iria chegar só amanhã ?
- Bárbara, eu falei ‘ bom dia ‘. Já são oito horas da manhã.
- Nossa ! Mas já é de manhã ? Eu acabei de dormir – escondi o meu rosto no travesseiro. Mas ele tirou.
- Sério ? Você veio dormir agora de manhã ?
- Não amor, é que as horas passaram rápidas demais.
- Ah ! Deixa eu dá um beijinho em você  - ele ia se aproximando.
- Deixa eu só escovar os dentes e lavar o rosto. Já nos falamos.
- Tudo bem, vai lá.

No banheiro fiz minhas necessidades e ao sair do quarto não o encontrei mais. Aproveitei para trocar de roupa. Já nas escadas escutava a risada do Vitor com Luan, os dois viviam brincando. Os passos deles foram se afastando, todos foram para a cozinha.

- Bom dia – disse ao entrar na cozinha.
- Olha quem chegou !
- Eu disse ao Luan que era pra deixar você dormir mais um pouco, ontem você fez tanta coisa e pela tarde você dormiu pouquinho.
- Sem problemas ! Tem coisas melhor do que acordar com o Luan me chamando, me dando beijos ? Espero que isso aconteça mais vezes – todos riram e o Luan beijou a minha mão, rindo também.
- Filho, o apartamento está lindo. Você precisa ir lá olhar.
- Claro irei sim, ainda hoje. Pai, você já foi ?
- Ainda não, mas vou assim que puder.
- Eu também não fui, quero olhar, até porque eu ajudei a escolher algumas coisas – dizia a Bruna, rindo.

A tarde fomos no apartamento, o Luan todo encantando saiu andando pela a casa com o Vitor no colo, olhava cada lugar encantando.

- Muito massa, cara.
- Gostou mesmo ? – perguntei.
- Gostei, sério mesmo. Fera hein ? – ele entrou em nosso quarto. – Olha esse quarto, caramba que massa. Gostei de tudo. Quando vai colocar os lençóis, essas coisas ?
- Melhor quando já estivermos aqui.
- Beleza ! Mas ficou muito legal.


{...}

Luan passou poucos dias em casa, ele tinha tanto trabalho para cumprir antes do nosso casamento. E por isso a Dagmar iria com ele até um atelier em São Paulo, ver o seu terno. Eu também aproveitei alguns dias, para ver o meu vestido. Os convites foram entregues para todos os convidados, claro. 

Tivemos um pequeno problema com a igreja, mas que foi resolvido pelo o meu sogro. A igreja a qual iríamos nos casar, iria ser reformada justo no mês do casamento. Pois então, combinamos com o padre e decidimos que a cerimônia iria acontecer em um lugar mais reservado, um contato com a natureza, com o campo. E encontramos um lugar maravilhoso, que já estava sendo preparado para a cerimônia.Yana, uma amigona que eu tinha conquistado em São Paulo, chegaria uma semana antes com o Ricardo, o seu futuro noivo também. 

Meus dois primos que eu tinha a maior consideração, estavam prestes a chegar, assim mataríamos a saudade. Além da minha irmã, da minha pequena Ana Clara que já estava enorme. Da minha querida mãe. O marido da minha irmã, não estaria presente, ele tinha uma viagem de negócios e viajaria para Los Angeles. Tinha também os familiares do Luan, que não era pouca gente, chegaria muitos de Campo Grande, para nos prestigiar, também alguns de Santa Catarina. 

Amigos de muito tempo do Luan, que ele não perdeu contato e que fazia questão de tê-los no casamento, estavam na lista.E a cada piscar de olhos, estava mais perto para o grande dia. Eu já começava a ficar mais nervosa. E mais ainda porque o meu noivo não me ligava mais. Porém, ele chegaria naquela noite. E assim que ele chegou, me convenceu de ir para a academia e lhe acompanhei.


sábado, 14 de dezembro de 2013

PLANOS

No dia seguinte, acordei cedo com o Vitor e fomos tomar café da manhã com os pais de Luan, seu tio e sua irmã. Na mesa, o Amarildo acabou contando o que tinha acontecido na noite anterior. Pois então, aquilo gerou uma discussão tremenda entre eu e o Luan, mas depois tudo foi resolvido, acabamos indo pescar juntos.  Aquele dia não era o meu dia de sorte, tudo estava tranquilo, até quando eu tropecei no barco ao sair e caindo na água, muita sorte era que  meu celular não estava no bolso e sim dentro da bolsa da Dona Marizete. Estava toda ensopada, e a minha sogra disse que eu poderia ir tomar um banho, que ficaria com o meu filho.

O Luan e eu, fomos para o nosso quarto e ele não parava de rir de mim, lembrando do acontecido. Ao chegarmos no quarto, entramos no banheiro juntos e tomamos banho agarradinhos, era tão gostoso aquele clima, meio romântico.  Sai do banho o deixando terminar o seu, coloquei uma lingerie e fiquei em frente ao espelho, me senti gorda ao me ver naquele espelho tão grande. Luan saiu do banheiro enrolado em uma toalha, se aproximou de mim, me deu um beijo no rosto, passando suas mãos pelo o meu corpo. Ele  me levou até a cama, não tirava suas mãos da minha cintura. Beijando o meu pescoço, onde causava arrepios.

- Luan, para ! – disse quando ele já estava em cima de mim.
- Não quero parar – ele sussurrava em meu ouvido. Quando me dei conta, estava sem as minhas peças intimas e sendo amada, pelo o meu amado. Apesar que eu não queria, mas eu não resisti ao seus toques, seus beijos.
- É porque não queria, não é ?
- Eu realmente não queria.
- Segui seu ritmo bem lento – Luan ria, e me dava beijos no rosto.
- Vou ficar aqui com você não – quando ia me levantando o Luan me puxou, cai em cima de suas pernas, se levantou um pouco e me deu um beijo. – Sai, Luan.
- Não saio, para de ser chata. Quero de novo ! – ele selava os meus lábios.
- Não !
- Só mais um pouquinho ?
- Menino ! Para com essas coisas.
- (risos) Mais tarde, meu amor – arrumei o meu vestido e sai do quarto.

{...}

Os dias que passamos naquela pousada, foi maravilhoso, bem divertido também. Não vimos mais o Beto, sua lua de mel tinha acabado, sua esposa tinha que volta a trabalhar, assim como ele também. Foi até bom, pois ele sempre era o motivo das minhas discussões com o Luan. Voltamos para Londrina e o Luan foi para os seus compromissos, fazer os seus shows.

Também estávamos com vários planos, combinei com a Marizete de irmos em uma loja de móveis planejados, era tudo tão lindo os materiais e na loja que eu já tinha programado ir, tudo era de primeira.  Compramos os móveis que precisava, os principais, também fizemos algumas compras para a cozinha, como copos, talheres e entre outras coisas. A loja de móveis planejados, iria deixar tudo arrumado no dia seguinte, no apartamento o qual eu iria morar com o Luan.

Passamos na emissora a qual eu trabalhava, apresentei a Marizete a minha ex-patroa, que também era uma amiga, ela aproveitou para falar a Marizete o quanto a sua filha gostava do Luan e elogiava ele por demais, fazendo a minha sogra se emocionar ao ouvir coisas tão lindas dela.

Os  dias seguintes foram cheios de compromissos. O Vitor ainda dormia na casa dos avós, eu procurava uma babá para ficar com ele pela tarde, quando eu não estivesse em casa, fiz entrevista com várias mulheres que ligou quando viu o anuncio que precisava de babá. Conversei com todase nenhuma me agradou, até chegar uma última que já gostei de cara, ela se chamava Júlia, tinha seus 40 anos. Morena, dos olhos azuis, tinha três filhos. 

Conversamos por muito tempo e eu peguei o seu contato, o que eu não tinha feito com as outras.
Na madrugada daquele dia, o Luan me ligou. Estava na casa dos seus pais e dormia com o Vitor, acordei sonolenta á procura do meu celular que estava alto e poderia acordar o meu filho, e ele já estava quase acordando.

- Oi amor – disse assim que atendi, sabia que era o Luan.
- Acordei você, não foi ?
- (risos) Acordou sim, mas não tem problema.
- Desculpa ! É que acabou o show, cheguei no hotel e me deu uma vontade tão grande de falar com você, escutar tua voz, te ouvir me chamar de amor.
- Amor ! Que lindo.
- Tudo bem com você, não é ?
- Sim, sim. Está tudo ótimo e com você ?
- Tudo certinho. O que tem de novo pra me contar ? – contei para o Luan sobre a babá, que na verdade os pais do Luan tinha me dado a ideia, e ele amou a tal da ideia.
- Ela é muito legal, super mãe.
- Legal ! Quero que ela cuide bem do nosso filho.
- Ela  vai cuidar sim. Espero !
- Babi, fica conversando comigo até me dá soninho ?
- Fico sim. Vou ficar aqui até você dormir.

A primeira conversa foi sobre nós dois, os preparativos para o casamento, ele contava como queria o casamento e eu dava as minhas ideias.

- Como eu queria está do seu lado, meu amorzinho. Sentindo o seu cheirinho, te dando beijinhos, te fazendo carinho, te amando.
 - Estou te esperando. Não vejo a hora de te ver, fazer um carinho gostoso em você até você dormir do meu lado, me abraçando. Não vou me acostumar nunca com sua ausência, o que eu faço hein ?
- Vai até o meu guarda-roupa.
- O que tem lá ?
- Pega uma camisa que você quando eu uso – sai da cama e fui até o guarda-roupa, pegando a blusa que eu mais gostava quando ele usava.  A blusa a qual tínhamos passado a nossa primeira noite juntos, eu lembrava. – Pegou ?
- Sim !
- Qual você pegou ?
- Aquela que passamos a nossa primeira noite juntas.
Luan, pediu que eu vestisse a camisa. Ele dizia que aquilo iria me fazer mais perto dele, mas não adiantou nada, só me fez sentir mais saudades.
- Agora o sono bateu, meu amor. Vou dormir, beleza ?
- Logo agora ? O meu sono foi embora.
- Vou cantar um pouquinho pra você e vou dormir – ele bocejou. – Sono chegou naquele poder, mas vou cantar pra minha princesa.

E assim ele fez, ficou cantando pra mim e depois nos despedimos, ele estava cansado.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CIÚMES

- Foi a pessoa que você acabou de ver ?
- Me deixa sozinho, Bárbara.
- Eu não vou deixar você sozinho, porque ... – não terminei de falar, pois o Luan não deixou, já que me olhou sério e entendi. Sai , lhe deixando sozinho como queria.

Alguns minutos depois olhei para o mesmo lugar que eu tinha deixado o Luan, perto de uma janela, onde ele continuava olhando as pessoas pescarem. Fui até ele, dessa vez não quis saber se seria ignorada, eu tinha que está ao seu lado.

- Eu também sinto ciúmes de você. É ruim isso não é ? – eu falava como uma tola, ele continuava em silêncio. Escutamos umas pessoas rirem, olhamos para o lado e encontramos o Beto junto com a sua esposa, ela era muito bonita e fiquei feliz em vê-lo alegre daquele jeito ao lado dela, ele merecia uma boa mulher.

- Oi Bárbara – disse a mulher que estava com o Beto, o Luan se afastou da janela e olhou para a mesma direção que eu, ao ver o Beto fez uma careta e voltou a olhar as pessoas pescarem.
- Oi, conheço ? – perguntei, já que aquela mulher se mostrou tão intima de mim.
- Sou a esposa do Beto, ele me contou sobre vocês. Uma amizade muito bonita. Espero que essa amizade não se acabe, vejo que é uma ótima pessoa e eu não tenho ciúmes, vou logo avisando – ela disse sorrindo, era simpática e mostrava sinceridade. – Apareça em nossa casa, vão nos visitar.

O Beto, não falava nada apenas nos observava sorrindo.
- Irei sim , levarei o meu noivo e o meu filho. Pode ser ?
- Claro, esperamos vocês. Estamos indo, qualquer coisa pode ir em nosso quarto.
Ela olhou para o Beto e deu um beijo em seu rosto. Fiquei pensativa, ela disse não ter ciúmes e porque estava fazendo aquela cena ? Sorri para ela e nos despedimos.
- Irônica ela não é ? – disse para o Luan que continuava do mesmo jeito.
- Não quero saber de nada, Bárbara.
- Não acredito, Luan ! Viemos para esse lugar, para discutirmos ? Eu nem falei com ele, imagina se eu tivesse cumprimentado ele ? Que besteira.


{...}

Eu não conseguia gostar daquele cara, eu sentia raiva dele por já ter tentado algo com a minha Bárbara. Eu me sentia inseguro também, por ver que ela admirava ele. Eu tinha medo também, na verdade eu tenho medo de um dia ela cansar de mim e correr para os braços deles, mesmo ele casado agora. Para não brigarmos pelo o Beto, eu resolvi ficar um pouco quieto, ela insistiu em ficar do meu lado, me perguntar o que estava acontecendo, mas eu preferi não responder nada.

Com isso a Bárbara passou a tarde com a minha irmã, o meu filho e a minha mãe em um lugarzinho que parecia um shopping, ali perto da pousada que estávamos. Eu, resolvi esfriar a cabeça, indo para o quarto e dormindo a tarde inteira. Ao acordar pela noite vi que ao meu lado tinha várias sacolas, com certeza a Bárbara aproveitou. Olhei para a janela e já era noite, senti falta dela e do meu filho e sai do quarto.

Fui para o lago da pousada e encontrei todos ali, e ela estava lá, linda com o nosso filho em seu colo, ao seu lado a esposa do Beto, em frente a elas, o meu pai e o Beto conversavam. Me aproximei devagar e sentei ao lado dela :

- Oi , agora está mais calmo ?  - ela me perguntou passando a mão em meu rosto.
- Não estava estressado.
- Chateado comigo ?
- Não !
- E essa carinha ? – ela beijou o meu rosto. – Vamos pro quarto ?
- Acabei de sair de lá, vou ficar por aqui mesmo.
- Tem certeza ? – Bárbara me perguntava com um sorriso malicioso no rosto.
- Tenho, Bárbara – falei um pouco impaciente, tinha acabado de acordar e ela começou a me encher de perguntas, eu ficava louco.
- Quanto mais velho você vai ficando, mas grosso também vai ficando.
- Não estou sendo grosso com você.
- Tudo bem, vou subir então com o Vitor.
- Deixa ele aqui comigo ? – ela não falou nada, apenas colocou o meu filho em meu colo, se despediu de todos e foi se afastando aos poucos. Pedi licença a esposa do Beto e fui participar da conversa do meu pai com o Beto, eles conversavam sobre, jornalismo, faculdade. Estava perdido naquela conversa.

Até o meu pai pegar o Vitor de mim e se afastar, indo até a minha mãe que agora conversava com a minha irmã e a esposa do Beto. Aproveitei para conversar com ele.

- É bem estranho está cara a cara, com o homem que me fez separar da minha mulher.
Um beijo, acaba com qualquer casamento. – fui tolo em começar daquele jeito, aquela conversa, mas já tinha saído e eu queria ver qual era a dele.
- Eu agora sou casado, Luan. Não vamos ficar comentando sobre isso aqui, perto da minha mulher. E já passou também não é ? Vocês dois estão juntos de novo.
- Para sua infelicidade, talvez.
- Para a minha infelicidade ? Pois saiba que eu estou muito feliz em saber que vocês estão juntos novamente, até porque a Bárbara te ama e o lugar dela é ao seu lado. É uma pena, saber que no começo eu presenciei coisas terríveis entre vocês dois, você não soube reconhecer o amor que ela sentia por você. E sobre o beijo, foi apenas um acidente, não precisava ter maltratado tanto ela daquele jeito. Mas você é um moleque, e os moleques fazem isso.
- Você beija a minha noiva e depois vem aqui me chamar de moleque ? Você é um tanto adulto então, não é ? Creio que quem faz isso, beijar mulher comprometida, não é considerado um homem.
- Eu sou adulto o suficiente pra entender e dar valor a um sentimento de uma mulher. O que a Bárbara passou durante a gestação dela não foi brincadeira, você abandonou ela, cara. No momento que ela mais precisava, você simplesmente deixou ela de lado.
- Você não sabe de nada, cara. Não sabe o quanto eu sofri também com essa separação que você fez com que acontecesse, você estragou o nosso relacionamento.
- Luan, não vou ficar aqui discutindo isso com você.

Ele ia saindo, mas voltou e tocou em um assunto que me irritou demais, e a única coisa que se passou na minha cabeça, foi fechar a minha mão e socar a cara dele.
- Luan ! Você ficou maluco ? Para com isso. Vai pro seu quarto.

Minha mãe assustada com o Vitor em seus braços, foi comigo até o meu quarto. Bárbara abriu a porta e eu sai disparado para o banheiro.